terça-feira, 21 de dezembro de 2010

VÍTIMAS

Em 2009 a Teia Mídia Produções ingressa no cinema com o média-metragem VÍTIMAS - Uma adaptação do conto “A Aventura de Rosendo Moura” de João do Rio, com roteiro e direção de João de Freitas. O filme conta a história do envolvimento de um professor com um garoto de programa durante um carnaval no Rio. Breno, vivido pelo ator Felipe Cartier, transforma em pesadelo o carnaval de Ronaldo, personagem do ator João Raknel.

Com uma trama enigmática e cheia de suspense, o filme revela a subversão dos valores morais vencido pelo medo do oponente. Essa dependência condiciona os personagens estarem lado a lado, vítimas de atos impensados, que beira, ora à loucura, ora ao delírio. O roteiro revela o vínculo doentio entre os personagens, fruto da paranóia humana.

As ruas do centro do Rio servem de cenário, embaladas pelo som dos tamborins, das marchinhas e pela farra dos foliões. Além da rua e o seu entorno, temos uma das características cruciais da obra de João do Rio: o conflito entre indivíduos de classes distintas. Esses elementos são extremamente marcantes tanto na construção semântica e imagística dos textos, como na temática.

As gravações ocorreram nos meses de outubro/dezembro de 2009 e fevereiro/março de 2010 na cidade do Rio de Janeiro e mais de 25 profissionais se revezaram para conceber VÍTIMAS.

SINOPSE

É carnaval no Rio de Janeiro. Ronaldo, um professor de classe média, está diante de um grupo de amigos que insistem para que ele caia na folia dos blocos carnavalescos. O professor se nega e justifica seu desânimo e aversão pela agitação das ruas, narrando uma experiência traumática vivida num carnaval passado. Decide contar para os amigos sua história e a de Breno, um garoto de programa que o envolveu numa trama enigmática que quase lhe custou a vida.
A narrativa volta ao passado através de flash-back’s e a história de Ronaldo vai sendo revelada. Breno, envolvente e inescrupuloso transforma o carnaval de Ronaldo num verdadeiro pesadelo. A incógnita está na real existência de uma terceira pessoa que, supostamente, domina as atitudes de Breno. Esse enigma é o causador da instabilidade de Ronaldo que, escolhendo ajudar Breno a escapar de um suposto amante que o jurou de morte, se vê igualmente perseguido e vítima do tal assassino.

VÍTIMAS, no sentido geral, aborda o ser humano e as conseqüências de seus atos. Assim como, de ações praticadas por terceiros ou que ocorrem por força do acaso. Todos acabam dependentes entre si. Todos são vítimas de seus próprios desejos, de suas próprias escolhas.

PROJETO VÍTIMAS

Devido ao crescimento do acesso às novas tecnologias e diversas mídias áudio-visuais nos últimos anos, A TEIA MÍDIA PRODUÇÕES voltada, principalmente, à produção de projetos culturais, decide-se em produzir sua primeira obra cinematográfica de ficção. No caso, a primeira obra deste gênero em seu currículo. A Teia Mídia, com sua equipe técnica e artística decide por um roteiro desafiador, como primeiro projeto de um filme no campo da dramaturgia.

Três são os motivos para conceber VÍTIMAS:

1 – O primeiro encontro da Teia Mídia Produções com o cinema de ficção
2 – Uma homenagem ao cronista João do Rio e ao Rio de Janeiro;
3 – O risco devido à ousadia do projeto.

Três são as coincidências: Três “Joãos”:

1- João Raknel – Sócio da Teia Mídia e ator do filme;
2 – João do Rio – Cronista que fundamentou o projeto;
3 – João de Freitas – Diretor e roteirista do filme.

O projeto VÍTIMAS foi idealizado por João Raknel em agosto de 2009 durante uma conversa despretensiosa com o seu sócio Davi Santana na fila da sala de exibição mais tradicional do Rio de Janeiro – o Cinema Odeon. Uma conversa que rendeu um fato curioso - o nome do filme antes mesmo de existir o roteiro. Mal sabiam os sócios da Teia Mídia que a idéia iria desenvolver-se. Na semana seguinte o celular de João de Freitas, o diretor, anunciou o que seria o início de uma realização, no caso, VÍTIMAS.


O início


Após inúmeras reuniões e encontros foi decidido o roteiro. A iniciativa em escolher uma história de suspense veio do diretor do filme, João de Freitas – surge então o conto “A Aventura de Rosendo Moura” do cronista João do Rio. O conto, originalmente, se passa no Rio de Janeiro do início do século vinte, uma cidade já cosmopolita, que se mordenizava com as grandes reformas do prefeito Pereira Passos, com a chegada dos primeiros automóveis, da luz elétrica e com a vida mundana em ebulição.
A mesma cidade, no ponto de vista de Freitas, desembarca no Rio atual, com a mesma dose de modernidade, de personagens fascinantes e com sua “vida vertiginosa”como dizia o cronista. Muito antes de tal adaptação do conto para a ‘telona’ ser concebida, mais precisamente três décadas atrás, o diretor já havia iniciado um estudo minucioso da obra de João do Rio, para uma montagem teatral. As rodas de estudo resultaram em apresentações de leituras dramatizadas com diversos contos do autor em questão. Dessa vez o diretor encarou o desafio de retratar o universo ‘do Rio’ nas telas do cinema. A convite de Raknel, o próximo integrante a fazer parte do projeto foi o ator Felipe Cartier devido a sua experiência e projeção no ramo. A partir daí a idéia efetivou-se, formando uma grande família intitulada ‘família vítimas’. Novos integrantes foram juntando-se a equipe, foram feitos investimentos em novos equipamentos para melhor qualidade técnica do filme, novas idéias e concepções, fruto de um trabalho em conjunto.

O planejamento

Em virtude do grande número de locações internas e externas foi necessário desenvolver um planejamento de doze meses, dividido em três etapas:

- Pré-produção: Adaptação e finalização do roteiro, produção e definição do elenco e da equipe técnica, leituras e reuniões com técnicos e atores, contato com locações, plano de gravações;

- Produção: Leituras e ensaios com elenco, gravações internas e externas, análise, decupagem e edição do material gravado;

- Pós-produção: Pré- lançamento e lançamento do filme, divulgação nas mídias impressas e eletrônicas, participação do filme em mostras e festivais de cinema do Brasil.

Antes mesmo das gravações ocorrerem, de agosto a outubro de 2009, foi necessário um estudo da obra de João do Rio com os atores, assim como, a definição da técnica. No mês de setembro do mesmo ano iniciou-se a leitura do roteiro com os atores e com a equipe já formada. Os ensaios com elenco e o plano de gravação começaram no início do mês de outubro. Para cada seqüência, um ensaio, semanas antes.
Em novembro, iniciou-se a pré-produção das externas, no caso, ruas e bares, para no mês subseqüente, retornar as gravações. Nem o ano novo foi motivo de paralisação dos trabalhos, a não ser, as gravações. No mês de janeiro de 2010 produziu-se a figuração que provia um tratamento especial pelo contexto no qual estavam inseridos. Nessa época foram feitas reuniões com a técnica que objetivava analisar o material gravado nos meses de outubro e dezembro.

Fevereiro, época de carnaval, e como o filme, aproveitou-se para gravar as cenas adicionais, no caso, blocos de carnaval, stock-shots e movimento urbano. O mês de março foi reservado para as gravações que exigiam maiores cuidados.
No mesmo mês encerram-se as gravações.

CRONOGRAMA

Agosto 2009

- Definição do roteiro
- Adaptação do conto

Setembro 2009

- Produção de elenco
- Definição da técnica
- Leituras do roteiro

Outubro 2009

- Ensaios com elenco
- Plano de gravação
- Pré-produção das internas
- Início das gravações interna

Novembro 2009

- Pré-produção externas
- Ensaios com elenco

Dezembro 2009

- Ensaios com elenco
- Retorno das gravações externas

Janeiro 2010

- Pausa nas gravações
- Produção de figuração
- Reunião com técnicos
- Análise do material gravado

Fevereiro 2010

- Pré-produção externas
- Reunião com elenco
- Gravações de cenas adicionais: Bloco de carnaval, fachada do apartamento e movimento urbano.

Março 2010

- Ensaios com elenco
- Retorno das gravações externas
- Término das gravações

Abril 2010

- Reunião com elenco e produção
- Festa de comemoração - final das gravações

Maio 2010

- Decupagem
- Edição

Junho / Julho / Agosto / Setembro 2010

- Decupagem
- Edição

Outubro / Novembro / Dezembro 2010

- Finalização

Janeiro 2011

- Lançamento
- Participações em festivais nacionais e internacionais

ELENCO

RONALDO – João Raknel
BRENO – Felipe Cartier
WALNEI – Breno Guimarães
PAULO – Cícero Raul
FERNANDO – Bira Madureira
MOTORISTA DA KOMBI - Marcelo Franco
MARQUINHOS – Marcelos Costa
RICARDO – Pablo Ramoz
TAXISTA – Ricardo Leal
PORTEIRO – Alexandre Menezes
BARMAN – Vinícius Vitor

FOLIÕES

Fabiana Monteiro
Fabrício Duque
Gabriel Lopes
Kelly Régis
Celine Mazza
Cícero Raul
Vinícius Victor
Beth Schumacher
Marcelos Costa
Joel Santana
Sergio Afonso
Grace Alves
Ronaldo Wilken
Cássio Diniz
Roberto Machado Alves
Carlos Eduardo Cabral
Luna Messina
Henrique Cukierman
Lílian Fernandes
Verônica Bairral
Fátima
Negão porteiro.

FICHA TÉCNICA

História original – João do Rio

Roteiro – João de Freitas

Direção – João de Freitas

Direção de fotografia – Jorge Miranda
Luiz de Oliveira

Assistente de fotografia – Davi Santana

Assistente de set– Vinicius Victor

Making off /Foto still – Roberto Oliveira
Davi Santana
Gabriel Lopes

Operador de aúdio– Gabriel Lopes
Vinícius Victor

Trilha sonora – Júnior Aragão

Edição de áudio- Júnior Aragão

Direção de arte – João de Freitas

Câmera – Davi Santana
Luis de Oliveira

Edição – Davi Santana

Maquiagem de efeito– Flaviane Penasort

Programação visual – Cássio Diniz

Fotografia estúdio – Roberto Machado Alves

Produção executiva – João Raknel
João de Freitas
Davi Santana

Produção geral – Teia Mídia Filmes

APOIO

Durante a pré-produção e produção do VÍTIMAS, pessoas físicas e apoios de empresas privadas e não-governamentais deram suportes e benefícios específicos a obra, tais como, fornecimento de infra-estruturas, autorização de gravações em estabelecimentos próprios e privados, colaboração no processo de criação da obra e recursos logísticos. Abaixo, lista dos apoiadores que ajudaram a efetivação do filme VÍTIMAS:

BAR ESSENCIAL DA LAPA
TURMA OK
CASA DE ARTES LARANJEIRAS - CAL
Condomínio Estrela do Sul
Condomínio Arlú
Condomínio Edifício Centenário

AGRADECIMENTOS
Eduardo (síndico do Ed. Arlú), Maria do Socorro de Mesquita (síndica Ed. Estrela do Sul), Fátima (bar Essencial da Lapa), Marcone ( síndico Ed. Centenário), Marcia Quarti (CAL), Beth Schumacher, Alexandre Netto (TV Multirio), Jorge Barbosa ( dono da kombi), Benito Falbo (Turma OK), Luiz Augusto (Turma Ok), Joel Raposo, Marcelos Costa, Fabiana Monteiro.

LOCAÇÕES - SET´S

Apartamento de Ronaldo
Atores na ação: Bira Madureira (Fernando), Cícero Raul (Paulo) e João Raknel (Ronaldo)

Porta do clube
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo) e figuração.

Interior do bar
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo) e Vinícius Victor (Barmen).

Quarto de hotel
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo).

Portaria de hotel
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo) e Alexandre Menezes (Porteiro).

Rua – Em frente ao hotel
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

Rua – Em frente a hospedaria
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

Quarto de hospedaria
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

Camarim
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo), Marcelos Costa (Marquinhos) e Pablo Ramoz (Ricardo).

Centro da cidade
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

Táxi
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo), Ricardo (Taxista).

Rua do centro da cidade
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

Kombi
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo) e Marcelo Franco (Motorista)

Rua escura e deserta
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno), João Raknel (Ronaldo) e Breno Guimarães (Walnei).

Delegacia
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e Breno Guimarães (Walnei).

Prédio do MEC
Atores na ação: Felipe Cartier (Breno) e João Raknel (Ronaldo).

CURRÍCULO DOS ENVOLVIDOS

JOÃO DE FREITAS
Diretor/Roteirista

Carioca de Botafogo, Rio de Janeiro, é escritor, ator e diretor de arte. Formado principalmente pela prática na vida teatral, desde jovem se viu amante das artes e se dedicou a projetos nessa área. Como ator fez parte do intenso movimento de grupos teatrais que agitaram a vida cultural do Rio, no final dos anos 70, início dos 80, tendo como referências os diretores Amir Haddad, Augusto Boal e Hamilton Vaz Pereira.

Em seguida, expandiu sua vocação como cenógrafo e figurinista trabalhando ao lado de artistas como Fernando Pinto e Arlindo Rodrigues, na elaboração de desfiles de escolas de samba e shows musicais. Paralelamente trabalhou no setor de cenografia e adereços da Central Técnica do Teatro Municipal do Rio além de diversas produções teatrais de grupos e companhias da cidade, como O Tablado e Grupo Tapa entre outros.

Há dez anos passou a trabalhar em Televisão (TV Globo) como produtor de arte de diversos programas e séries. Atualmente coordena o departamento de arte e cenografia da Rede MultiRio, da prefeitura. Em cinema fez parte da equipe dos filmes "O Cavalinho Azul" de Eduardo Escorel, "Os Trapalhões no Auto da Compadecida" direção de Roberto Farias, "Zoando na TV" de José Alvarenga, "Incuráveis" de Gustavo Acioli.



JOÃO RAKNEL
Personagem: Ronaldo
Ator, Gestor e Empresário. Cearense, natural da cidade de Crato, radicado no Rio de Janeiro desde 1970. Formado pela Escola de Teatro Macunaíma em São Paulo, atuou em diversos em diversos espetáculos no eixo Rio-SP. Indicado aos prêmios de melhor ator no espetáculo "O Noviço", de Martins Penna no Festival de Teatro de Duque de Caxias, RJ, com direção de Luiz Osvaldo Nunes e na peça "Tendências da Paixão", escrita por Ana Paula Dutra no III Festival de Teatro de Rio das Ostras, com direção de Edvard Vasconcelos.

Em suas participações na TV, atuou nas novelas Vira Lata, TV Globo, de 1996, com direção de Jorge Fernando e na novela Mandacaru, com direção de Walter Avancini, em 1997.
Formado também como gestor de eventos pela universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, atualmente trabalha como produtor de vídeos produz e dirige um curta metragem, "Bravoo Magaly". Proprietário da produtora Teia Mídia que oferece um serviço de alta qualidade em filmagem e edição de eventos sociais, coletivas, palestras, entrevistas, seminários, conferências, convenções, reuniões, vídeos institucionais shows e eventos culturais.





FELIPE CARTIER
Personagem: Breno

Felipe Cartier é Ator e Jornalista pós-graduado em ‘Comunicação e Imagem’ pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Atualmente trabalha no programa Sem Censura – TV BRASIL (TVE) apresentado pela jornalista Leda Nagle. Cartier está na galeria do site “Artistas Gaúchos”, reconhecido pelos seus 15 anos no teatro, passando por diversos espetáculos, grupos e cias teatrais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na Argentina. Hoje, compõe o quadro de atores da Cia Cariocas Teatro Áfora-RJ.

Gaúcho, natural de Santa Maria, está radicado na cidade do Rio de Janeiro desde 2002. Jornalista, formado pelas Faculdade de Comunicação Hélio Alonso (FACHA RJ). Na função, trabalhou na assessoria de comunicação da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – ENSP/Fiocruz e no Banco do Brasil (BB DTVM). Seus artigos são publicados no site do programa Observatório da Imprensa (TV Brasil), Jornal de Santa Catarina, Folha de Blumenau, Diário de Santa Maria dentre outros.
Autor de vários projetos sociais, dentre eles projeto “Teatro Em Cena”, de maior repercussão, onde em 2001 recebeu o “Prêmio de Reconhecimento por Serviços Prestados a Rede Municipal de Ensino de Santa Maria-RS”.

Entrou para o cinema em 2008 com o filme “O Universo Secreto das Mães” de Fabrício Duque (Superfreak Filmes). Após, recebeu convites para atuar nos filmes “Espelhos Paralelos” de Melina Guterres (Vestígio Filmes), “Sucessão” e “Marcela” ambos de Rosi Rodrigues (RR Produções). Em abril de 2010 atuou no filme “Fora de Validade” de Guilherme Cassel Bitencourt ( Imagem Produtora) que, no momento, participa de festivais nacionais.

Mais informações:

http://www.felipecartier.wordpress.com/





BRENO GUIMARÃES
Personagem: Walnei

Ator, Professor de Educação Física, Terapeuta Holístico, escritor;
Prêmio de melhor ator com a peça Torturas de um Coração, com a Cia Sarça de Horab, direção de Almir Telles, no Festival Nacional de Teatro de Florianópolis; ópera Macbeth, no Teatro Municipal, direção de Sérgio Britto; musical Dolores, com Soraya Ravenle; Brasil Nunca Mais de Getúlio aos Generais, de Almir Telles; Perdoa-me por me Traíres, no Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim, direção de Cláudio Handrey; esquete premiado em festivais, de Resende e do Parque das Ruínas, em santa Teresa, no RJ, com o personagem de humor Bão, o Lutador (em cartaz, em outubro de 2010, no Conversa Afinada), já tendo passado pelo Eclético Bar, Big Apple no Shopping Barra Square, Festival de Curitiba 2010 (na peça Vale Tudo pra Rir!) e Teatro Maria Della Costa, em SP








JOÃO DO RIO

Nascido em 1881 no Rio de Janeiro e registrado com o nome de Paulo Barreto, João do Rio usou vários outros pseudônimos ao longo de sua carreira literária. Cronista, pontificava com esnobismo e desdém nos salões cariocas da nossa belle-époque. Mulato e homossexual, com exotismo recolhia com sua apurada sensibilidade o material de sua diversificada criação literária - crônicas, reportagens, contos, ensaios e romances.

Era um ser diferente, avesso ao lugar comum e ao conformismo. Dândi de personalidade contraditória, foi alvo de críticas e de inusitadas charges que ilustravam as mais variadas facetas de sua vida. Controvertido e sarcástico, escondia sob a capa da ostentação e da ambiguidade uma enorme sensibilidade ante a miséria humana. Era não somente um cronista mundano, mas também um jornalista político de coragem que, já com a saúde debilitada, não resistiu à agressividade e às acusações verbais de seus adversários, morrendo precocemente antes de completar 40 anos.

Considerado por muitos como o primeiro autor "moderno" da literatura brasileira, João do Rio foi pioneiro em escrever sobre o novo século XX e seus valores: o automóvel, a luz elétrica, o cinematógrafo, o amoralismo. Ninguém amou tanto a cidade, nem registrou tão variadas facetas do seu cotidiano, quanto ele. Centros de umbanda e candomblé, fumadores de ópio, presidiários, mendigos, prostitutas e policiais coabitam na sua prosa, ao lado de barões, palacetes e gente de sociedade.